Afinal, os motoristas de Uber e Lyft não são funcionários, dizem eleitores da Califórnia

Os eleitores da Califórnia aprovaram a Proposta 22, que isentaria empresas como a Uber e a Lyft de classificar seus trabalhadores como empregados, de acordo com a The Associated Press. A campanha de US $ 200 milhões em apoio à medida foi a mais cara da história do estado.

A medida eleitoral determina que os motoristas do Uber, Lyft e DoorDash recebam novos benefícios, como salário mínimo por hora. Mas os motoristas não terão todas as proteções e benefícios que vêm com o emprego, como podem ter acontecido sob outra lei, a AB5 – que originalmente tinha como objetivo o trabalho de show. Grupos trabalhistas, que se opunham à lei, arrecadaram apenas um décimo do dinheiro.

A votação passou de 58% para 41%, com cerca de 71% dos votos contados na Califórnia, de acordo com a AP. Os grupos Pró-Prop 22 saudaram o resultado como “um novo dia para os motoristas”, enquanto os oponentes o condenaram como uma “tomada de poder nua e crua”.

Uber e Lyft ameaçaram deixar a Califórnia – ou cortar drasticamente o serviço – se fossem forçados a classificar os motoristas como funcionários. O CEO do Uber, Dara Khosrowshahi, previu um forte aumento nos preços das tarifas e menos motoristas na plataforma se o Prop 22 falhasse. Se o Uber tivesse que contratar seus motoristas, disse ele, só teria espaço para 280 mil trabalhadores, em vez dos 1,4 milhão que atualmente usam o aplicativo. A empresa declarada vitória esta noite, agradecendo aos apoiadores da Prop 22.

A luta pelos trabalhadores da economia gigante vem acontecendo na Califórnia há mais de um ano, mas se intensificou neste verão, quando o Uber e Lyft foram ordenados por um juiz do Tribunal Superior da Califórnia a classificar imediatamente seus motoristas como empregados. A decisão foi em resposta a uma liminar movida pelo procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, como parte de um processo alegando que as empresas estão violando a lei AB5 do estado que entrou em vigor em 1º de janeiro. A lei consagra o chamado “teste ABC” para determinar se alguém é contratado ou empregado e, geralmente, torna mais difícil para empresas como a Uber e a Lyft classificar os trabalhadores como contratados independentes.

Uber e Lyft dizem que a maioria dos motoristas prefere ser independente devido à flexibilidade e capacidade de definir seus próprios horários. Mas esse status também obriga os motoristas a arcarem com todos os custos de seu trabalho, ao mesmo tempo que os priva dos benefícios tradicionais dos empregados, como licença médica paga, seguro saúde e compensação do trabalhador.





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