Cinco coisas que você (provavelmente) não sabia sobre inteligência artificial

Vivemos num período em que um volume sem precedentes de informações está disponível. Nesse cenário, nem sempre é fácil separar fatos reais de ficção ou encontrar explicações que sejam apresentadas de forma compreensível. Por isso nosso Instituto estabeleceu uma parceria com o Google para criar o guia Explicando Inteligência Artificial. Essa série de explicações curtas e simples tem o objetivo de ajudar qualquer pessoa a entender o que é a IA (inteligência artificial), como funciona e como muda o mundo ao nosso redor. A seguir, um aperitivo do que você pode aprender nesse documento:

Inteligência Artificial

1. A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano

Quase com certeza você já teve contato com IA sem nem notar. Se você já procurou uma imagem no Google Fotos, se já pediu informações sobre a previsão do tempo a um assistente virtual, se já usou o sistema de navegação do seu carro, isso significa que já recebeu ajuda dessa tecnologia. Esses exemplos parecem óbvios, mas existem muitas formas de usar IA no cotidiano – e muitas delas são imperceptíveis. A inteligência artificial também ajuda a resolver grandes desafios globais. Um exemplo: alguns aplicativos usam IA para ajudar agricultores a identificar problemas com lavouras. Hoje existem também sistemas capazes de examinar informações de trânsito colhidas por toda a cidade, em tempo real, para ajudar os moradores a planejar a rota mais eficiente entre dois pontos.

Clima

2. A inteligência artificial é usada para enfrentar a grande crise global do clima

A IA permite processar grandes volumes de dados e encontrar padrões – uma ajuda de valor inestimável para enfrentar as mudanças climáticas. Um uso comum de sistemas baseados em IA é auxiliar as pessoas a regular o uso doméstico de energia, desligando o aquecimento ou apagando as luzes quando os moradores saem de casa. A inteligência artificial também pode estabelecer modelos de derretimento de geleiras para prever o aumento no nível dos oceanos, permitindo reagir de forma correta ao problema. Os pesquisadores avaliam também os impactos ambientais dos centros de dados e do próprio poder de computação da IA, explorando soluções para desenvolver sistemas e infraestruturas que consumam menos energia.

Conjunto de dados

3. A inteligência artificial aprende com exemplos do mundo real

As crianças aprendem observando exemplos dados pelos adultos. O mesmo raciocínio vale para os algoritmos que alimentam o aprendizado de máquinas. Conjuntos de dados são grandes acervos de exemplos, tais como informações sobre o clima, fotos ou músicas que podem ser usados para “treinar” a inteligência artificial. Diante da escala e da complexidade (imagine um conjunto de dados feito de mapas gigantescos que cobrem todo o sistema solar conhecido), pode ser extremamente difícil construir e refinar tanta informação. Por isso, as equipes de IA costumam compartilhar entre si esse conjuntos de dados, de modo a beneficiar toda a comunidade científica. Isso facilita a colaboração e fomenta mais pesquisas.

Deepfakes

4. A inteligência artificial ajuda a identificar “deepfakes”

“Deepfakes” são imagens, discursos, músicas ou vídeos falsos gerados por IA, tão perfeitos que parecem reais. Eles funcionam graças ao estudo de imagens ou áudios verdadeiros, que são detalhadamente mapeados e manipulados para criar obras de ficção assustadoramente reais. Mesmo assim, alguns indícios podem ser usados para separar o falso do verdadeiro. Num vídeo “deepfake”, por exemplo, as vozes podem ter um som levemente sintetizado, as pessoas podem piscar menos do que o normal ou repetir excessivamente os mesmos movimentos das mãos – e a IA é capaz de identificar essas incoerências.

Você

5. É impossível ensinar à inteligência artificial a entender ou refletir como um ser humano

Embora a IA seja muito esperta (e será mais ainda, com os novos avanços), ela nunca poderá compreender tudo o que um ser humano compreende. Na verdade, mesmo que um sistema de IA fosse alimentado com todos os dados que existem no mundo, ele seria incapaz de refletir sobre, ou de entender, todos os seres humanos do planeta. Somos pessoas complexas e multidimensionais, e vamos muito além dos dados que as máquinas usam para dar sentido às coisas. Quem ensina e orienta a inteligência artificial são os seres humanos. Cabe a cada um de nós escolher como deseja interagir com esses sistemas, e quais informações queremos compartilhar com eles – ou não. Quem decide o que a inteligência artificial pode saber sobre a sua vida é você.

Para conferir os outros 22 conceitos desse breve guia sobre IA, acesse g.co/ExplicandoIA

Gina Neff – Pesquisadora Sênior e Professora Assistente do Oxford Internet Institute

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