Enquete sobre privacidade coloca Facebook como empresa menos confiável

Um levantamento conduzido pela firme de pesquisa de dados Toluna apontou que o público realmente não confia mais no Facebook. Buscando avaliar, por meio da opinião pública, a percepção dos internautas quanto à proteção de dados, 40% dos entrevistados afirmam que a rede social de Mark Zuckerberg, talvez sem nenhuma surpresa, não faz um bom trabalho em resguardar as informações pessoais de seus usuários.

A situação corrobora todas as dificuldades que o Facebook vem enfrentando em 2018, com relatos de ferramentas que rastreiam diversas informações de seus usuários, tais como usar sistemas de localização mesmo com o recurso desativado no smartphone, o vazamento de informações de mais de 80 milhões de perfis na rede, a acusação de vender ou fornecer dados para fabricantes de smartphones e o acesso dado pela empresa a parceiros para informações sigilosas, para citar alguns exemplos e sem nem mencionar todo o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, que ocorreu em 2017, mas tem ramificações legais em vários países até hoje.

Um distante segundo lugar é ocupado por outra rede social: o Twitter. Ainda que “apenas” 8% dos internautas tenham mostrado preocupações relativas à privacidade na rede de microblogs, o Twitter não esteve livre de acusações sobre como gerencia as informações de seus usuários. Em abril deste ano, a empresa supostamente vendeu dados de sua base à Global Software Resources, companhia fundada por Aleksandr Kogan, criador de diversas ferramentas de coleta de dados e análise de perfis de eleitores pela internet.

Facebook é de longe a empresa menos confiável para o gerenciamento e proteção da privacidade de seus usuários, segundo levantamento conduzido com internautas (Gráfico: Toluna, via Recode)

No lado bom da avaliação, porém, estão Apple, Tesla, Microsoft e Netflix. A Maçã de Cupertino costuma usar seus métodos de proteção aos usuários como peça de marketing, empregando criptografia de ponta a ponta por todos os seus sistemas operacionais. No caso da Tesla, o levantamento concluiu que o CEO da empresa, Elon Musk, contribuiu para a criação de uma percepção de que a companhia de automóveis elétricos de luxo não erra no gerenciamento de informações de seus clientes — comparando-o até mesmo com o falecido Steve Jobs.

Já a Microsoft e a Netflix foram empresas que, apesar do amplo tamanho que atingiram e seu franco crescimento em 2018, conseguiram se manter fora dos holofotes quando o assunto era violação de privacidade, efetivamente tomando a liderança no ranking de empresas confiáveis aos olhos dos usuários.

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