EUA: Uber, Lyft e Airbnb autorizam que usuários recusem clientes neonazistas

Brasil Econômico

Permissão foi válida para os protestos de supremacistas brancos ocorridos ontem (12); empresas destacaram que “segurança é primordial”

Apesar de não criticarem os neonazistas, as empresas deixaram claro que seus parceiros e usuários poderão se negar a prestar serviços a qualquer cliente que os deixem incomodados

Apesar de não criticarem os neonazistas, as empresas deixaram claro que seus parceiros e usuários poderão se negar a prestar serviços a qualquer cliente que os deixem incomodados

Foto: Divulgação

Os motoristas do Uber e do Lyft e os anfitriões do Airbnb foram autorizados pelas empresas a recusar clientes supremacistas brancos e neonazistas que participaram de uma manifestação ontem (12) na Lafayette Square, em frente à Casa Branca, em Washington (EUA).

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Em comunicado, as três companhias, apesar de não criticarem os neonazistas, deixaram claro que seus parceiros e usuários poderão se negar a prestar serviços a qualquer cliente que os deixem incomodados. “A segurança é primordial. Caso se sintam incomodados por um passageiro, podem cancelar a viagem”, disse Darcy Yee, porta-voz do Lyft.

A Airbnb adotou medidas similares, dando maior liberdade aos anfitriões para cancelar reservas que já tenham sido efetuadas. À revista Washingtonian, Nick Papas, um porta-voz da empresa, garantiu que seus funcionários estão comprometidos a “perseguir” comportamentos que sejam “opostos” aos seus valores.

No ano passado, durante as manifestações em Charlottesville, Virginia, o Airbnb proibiu que pessoas que participariam dos protestos neonazistas fizessem reservas de quartos na plataforma. Desta vez, com os atos em Washington, a empresa voltou a repetir a medida e negou que simpatizantes do supremacismo branco acessassem seu site.

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EUA contra os neonazistas

Neste domingo (12), em Charlottesville, centenas de pessoas se reuniram para protestar contra o s neonazistas.  Há um ano, uma moradora foi morta quando James Fields (foto) lançou seu carro contra manifestantes

Neste domingo (12), em Charlottesville, centenas de pessoas se reuniram para protestar contra o s neonazistas. Há um ano, uma moradora foi morta quando James Fields (foto) lançou seu carro contra manifestantes

Foto: Reprodução/Virginia State Police

Neste domingo (12), em Charlottesville, centenas de pessoas se reuniram para protestar contra o racismo. O ato é uma lembrança às manifestações de supremacistas brancos ocorridas em 2017 e que deixaram uma mulher morta e 19 feridos.

Simultaneamente, em Washington, um protesto de neonazistas também foi organizado para coincidir com a data dos confrontos na Virginia. O evento, chamado de “Unite the Right 2” (“Una a Direita 2”, em tradução livre), aconteceu na Lafayette Square, em frente à Casa Branca, por volta das 18h30 (horário de Brasília).

As manifestações contrárias ao racismo realizadas também em Washington superaram em número as de supremacistas brancos. As autoridades locais prometeram a presença da polícia para manter os dois lados separados e evitar conflitos, como os que eclodiram em 2017.

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Na noite de sábado (11), os organizadores do #OccupyLafayettePark, um grupo de defesa de direitos civis, foi à frente da Casa Branca para protestar contra o presidente Donald Trump e os neonazistas. Os manifestantes seguravam cartazes com os dizeres “Love America, hate Trump” (“Ame a América, odeie Trump) e “Defend the district from white supremacy” (“Defenda a cidade contra a supremacia branca”).



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