Facebook | Projeto para reduzir posts tóxicos foi barrado por executivo

Que o Facebook está repleto de publicações que incitam o ódio contra integrantes de partidos políticos, todo mundo já sabe. Contudo, um artigo do Wall Street Journal revelou que a rede social considerou implementar uma ferramenta que facilitaria a tolerância entre os usuários de crenças políticas opostas, mas ela foi barrada pelo vice-presidente de políticas públicas globais da plataforma, Joel Kaplan.

As informações foram conseguidas com fontes próximas do assunto e o artigo foi publicado neste domingo (23), informando que Kaplan havia irritado a equipe do Facebook após apoiar Brett Kavanaugh, um juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos nomeado pelo presidente Donald Trump; além de se opor ao projeto “Common Ground”. O argumento era que a ferramenta causaria preconceito político contra conversadores.

O projeto também havia considerado vários potenciais métodos “destinados a minimizar o conteúdo tóxico e incentivar mais discussão civil”, de acordo com o Wall Street Journal. Entre as ideias estava a possibilidade de “mudar a posição dos posts do feed de notícias para incentivar aquelas [publicações] que as pessoas gostaram, comentaram ou compartilharam em todo o espectro político”.

Havia também a ideia de “rebaixar” os comentários que incitavam ódio, os quais seriam definidos como comentários que provocam discussões negativas. “Kaplan resistiu quando soube de uma pesquisa interna no Facebook, a qual descobriu que os usuários de direita tendem a ser mais polarizados, ou menos expostos a diferentes pontos de vista, do que os da esquerda, de acordo com pessoas familiarizadas com a análise. Essa pesquisa interna acompanha descobertas de estudos acadêmicos”, informou o jornal.

O projeto teria sido, então, arquivado ainda sob a direção de Mark Zuckerberg, muito embora o Wall Street Journal aponte que Kaplan foi o principal responsável pelo ato. Além disso, o jornal também revela que a posição do vice-presidente na companhia foi tensa, já que ele supostamente teria feito pedidos controversos à empresa, tais como uma parceria com o The Daily Caller, um site de notícia tipicamente conservador.

O jornal também cita pessoas familiarizadas com as conversas sobre a suposta parceria, incluindo Zuckerberg e a COO do Facebook, Sheryl Sandberg. Por fim, é revelado que as negociações “terminaram em novembro, quando a operação de checagem de fatos do The Daily Caller perdeu seu credenciamento [pelo Instituto Poynter]”. As polêmicas envolvendo Kaplan incluem ainda acusação de má conduta sexual e sua presença em audiências de Kavanaugh em uma área reservada para apoiadores.

O Facebook ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Veja a matéria completa Canaltech

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