Huawei chega à marca recorde de 200 milhões de smartphones distribuídos em 2018

A Huawei se aproxima do Natal em ritmo de comemoração: segundo números da própria fabricante, ela alcançou a marca de mais de 200 milhões de smartphones distribuídos globalmente, sustentando a sua posição como uma das maiores do setor e estabelecendo um recorde próprio nos anais da indústria.

Em 2010, a empresa distribuiu “apenas” 3 milhões de modelos, crescendo vertiginosamente de lá até 2017, quando chegou à marca de 153 milhões aparelhos. De acordo com a Huawei, os três principais fatores que a levaram à marca recorde de 200 milhões de smartphones têm nomes: P20, Honor 10 e Mate 20, três dos principais modelos da companhia que foram lançados este ano e encontraram estrondoso sucesso pelos mercados por onde passou.

Em 2018, a gigante chinesa superou a Apple, tomando-lhe o segundo lugar no ranking de maiores fabricantes de smartphones do mundo (ficando atrás apenas da Samsung), de acordo com a consultoria de mercado Canalys.

Huawei P20, um dos smartphones lançados pela empresa neste ano e que ela credita como um dos principais motivos para o recorde de 200 milhões de aparelhos distribuídos (Imagem: Divulgação/Huawei)

Empresa celebra em meio a escândalos

É importante ressaltar, porém, que o ano de 2018 não foi um mar de rosas para a Huawei, que se viu envolvida em escândalos que devem perdurar até pelo menos o início de 2019. Para começar, há uma desconfiança generalizada de suas intenções no mercado internacional, com agências de inteligência e até mesmo blocos macroeconômicos como a União Europeia acusando-a de implementar medidas de espionagem em seus produtos vendidos a outros países a mando do governo chinês — a Huawei nega.

Tal situação ficou ainda mais agravada quando, no início deste mês de dezembro, a CFO e filha do cofundador da empresa, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá a pedido dos governo dos Estados Unidos. A executiva estava em um aeroporto, aguardando uma troca de aviões, e chegou a enfrentar risco de extradição para os EUA, que acusavam a Huawei e Wanzhou de facilitar negócios feitos com nações que atualmente passam por sanções variadas dos EUA e da ONU, como Irã e Síria.

Em suposta retaliação, a Huawei convocou diplomatas americanos e canadenses para prestar esclarecimentos quanto à prisão, acusando os EUA de arbitrariedade e injustiça. O governo chinês chegou até mesmo a prender cidadãos exemplares canadenses que estavam na China a passeio.

Embora Wanzhou já tenha pago fiança e esteja em liberdade (com alguns percalços: tornozeleira eletrônica e movimentação limitada), a situação não está de todo resolvida e deve ter mais desdobramentos quando as festividades de fim de ano acabarem.

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