iPhones mais caros deverão, agora, ser produzidos na Índia

A Apple vai começar a produzir seus iPhones topo de linha na Índia, em contrato com a Foxconn a partir do começo do ano que vem. Isso é o que informou uma fonte interna da empresa à agência de notícias Reuters.

A fornecedora vai ampliar uma fábrica em Sriperumbudur, no sudeste do estado de Tamil Nadu. Segundo a fonte, a Foxconn vai investir cerca de US$ 365 milhões para produzir os aparelhos para o mercado indiano. Atualmente, a fábrica também produz aparelhos para a Xiaomi no país.

A fábrica deve se focar em fazer os principais modelos de iPhones, provavelmente, sempre os atuais e os do ano passado. No caso de 2019, provavelmente, serão produzidos os novos aparelhos do ano que vem além da linha XR e XS, X e 8.

Os modelos mais antigos como os SE e os 6s devem ser direcionados para a fábrica da Wistron em Bengaluru. O curioso é que a produção de aparelhos topo de linha pode não ser o mais forte do mercado indiano, conhecido pelo baixo poder aquisitivo dos usuários e a preferência por modelos de entrada. Segundo levantamento da Counterpoint, agência de pesquisa de mercado, mais da metade dos iPhones vendidos no país foram anteriores ao iPhone 8 em 2018.

A expectativa é de que a produção local ajude a aumentar a fatia de vendas do iPhone X, também.

Fuga da China

Este pode ser um passo também para ajudar a Apple a amenizar possíveis novas taxas de produção dos aparelhos e fugir de conflitos entre EUA e China. No fim do ano, o presidente Donald Trump disse que poderia taxar a importação de iPhones vindos do país asiático.

Isso fez com que a Foxconn começasse a pensar em alternativas como a intenção de mudar fábricas para o Vietnã.

Junto disso, vale lembrar que a Apple ainda vive o pesadelo chinês como banimento de iPhones abaixo do X no país por conta de quebra de patentes da Qualcomm.

Até o momento, ainda não é possível saber se a Apple pretende mudar toda sua base de produção para a Índia buscando burlar estes problemas com a China. Contudo, este é um movimento possível, já que a Foxconn está ampliando uma fábrica para produção de aparelhos topo de linha em um país com histórico de compras de devices de entrada.

A estimativa é de que a manobra gere 25 mil postos de trabalho no país. Tanto a Apple quanto a Foxconn se negaram a comentar as negociações. Assim, até que ambas se pronunciem, é difícil ter certeza sobre o que ambas companhias pretendem com esta mudança.

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