Mappin voltará ao varejo brasileiro, desta vez com plataforma de e-commerce



Você se lembra do Mappin? Caso você tenha mais de 30 anos de idade, certamente se lembra deste nome, pois a rede foi uma das principais da cidade de São Paulo por muitas décadas, fechando as portas no final dos anos 1990. Hoje em dia, a marca é propriedade da Marabraz, que acaba de anunciar que o Mappin voltará em 2019 — só que, desta vez, apenas com uma loja virtual.

Sem especificar uma data para a estreia da nova plataforma, a empresa diz que a volta do Mappin acontecerá no primeiro semestre do ano que vem, e a loja oferecerá itens de cama, mesa e banho, além de produtos de decoração. Por enquanto, não há planos para que a plataforma expanda sua oferta de produtos para outras categorias, e também não há informações sobre a reabertura de lojas físicas.

Inaugurado em 1913 na cidade de São Paulo, o Mappin cresceu e se tornou uma rede com foco na venda de artigos de decoração e utilidades domésticas para a elite paulistana. Na época da quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, a empresa precisou mudar o foco de seus negócios, inaugurando modalidades para atrair um público mais abrangente, como a venda no crediário. Desde 1939, manteve uma unidade que se tornou histórica na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal de São Paulo (prédio em que, hoje, há uma unidade das Casas Bahia).

Contudo, após mudanças de donos e investimentos que não deram certo, a empresa se viu afundada em dívidas, com seu maior prejuízo sendo registrado em 1995. O negócio, então, foi colocado à venda e foi adquirido pelo empresário Ricardo Mansur no ano seguinte (que também assumiu a rival Mesbla logo depois). Mas o "rombo" era grande demais, e Mansur não conseguiu reverter a situação, com ambas as lojas lendárias do varejo paulista decretando falência em 1999.

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