Pesquisa revela percepção dos brasileiros em relação a inteligência artificial



Os resultados de uma pesquisa conduzida pela Lambda3 com o objetivo de entender a percepção do brasileiro sobre inteligência artificial (IA) foi divulgada na última semana. A primeira fase do estudo ocorreu em 2017, quando o termo IA passou a ser destaque em campanhas de marketing; a segunda fase se desenrolou neste ano e buscou entender o que mudou na visão da sociedade nesse intervalo de tempo. Mais de mil participantes de todo o país e de diferentes perfis profissionais tiveram suas respostas analisadas.

De maneira geral, os resultados mostram uma crescente relação do brasileiro com IA: as pessoas já utilizam alguns recursos dessa tecnologia no dia a dia, seja no trabalho ou em seus dispositivos portáteis. Os pesquisados ainda revelam que dentre as primeiras lembranças que remetem a IA estão as redes neurais com 28% das menções — isto é, “modelos computacionais inspirados pelo sistema nervoso central do cérebro, capazes de realizar o aprendizado de máquina, bem como o reconhecimento de padrões”.

Em segundo lugar como a lembrança mais citada ficaram os robôs (26%). “Falamos aqui de um dispositivo automático [ou grupo de dispositivos] com conexão de realimentação entre sensores, capaz de realizar trabalhos de maneira autônoma ou pré-programada”, explica Diego Nogare, Chief Data Officer da Lambda3. “Geralmente utilizados na realização de tarefas em linha de produção industrial, que dispensa ou não a ação humana, contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos, proporcionam melhorias na saúde e segurança do trabalhador, bem como redução do consumo de energia e de insumos”.

Deep learning, ou seja, a tecnologia utilizada em ferramentas como Google Tradutor, reconhecimento de voz (transformação de voz em texto e em dispositivos), em assistentes virtuais (como a Siri, da Apple) e reconhecimento de imagem, utilizado para marcação automática de fotos nas redes sociais como Facebook e etc, ficou em terceiro lugar, com 10,5% das menções. 7% dos entrevistados mencionaram que IA os fazem lembrar de ficção científica.



Nogare explica: "Por mais que as soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial já sejam uma realidade, representadas em jogos, aplicativos de reconhecimento facial, de voz, de segurança, robôs, assistentes virtuais de dispositivos móveis, entre outros recursos; ainda existe quem a confunda com ficção científica, que é um gênero especulativo que se baseia em supostos feitos científicos ou técnicos que poderiam acontecer no futuro". (Imagem: 20th Century Fox)




Além de temas, os participantes também foram questionados sobre quais empresas eles lembravam quando se falava de IA. A Google ficou em primeiro lugar, seguida bem de perto da IBM, Microsoft, Amazon e Facebook, ocupando, respectivamente, o terceiro, quarto e quinto lugares. Os entrevistados também foram perguntados sobre conceitos de Governança e Compliance, contudo, apenas 8% consideraram IA “importante para prevenção de riscos e boa gestão”, o que mostra uma “falta de atenção às questões voltadas à privacidade dos dados de usuários”, afirma Nogare.

Vale lembrar que a GDPR (General Data Protection Regulation) entrou em vigor no dia 25 de maio de 2018 em toda União Europeia. No Brasil, existe a lei 13.709, que diz respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção a Dados), sancionada em 14 de agosto deste ano e que demanda um prazo de 18 meses para que todas as empresas se adequem. Tais leis impactarão as questões de todas as empresas, principalmente na área de Governança e Compliance.

A Indústria 4.0



A Indústria 4.0, ou a “Quarta Revolução Industrial”, foi um novo segmento da tecnologia que surgiu em 2018, o qual as companhias ainda estão se adequando, criando planos e estratégias para abocanhar sua parcela desse mercado também. O objetivo é focar em otimização e redução de custos de produção com o auxílio dessa tecnologia.

Nogare explica que “esta é a era tecnológica que reduz os limites entre as pessoas, mundos digitais e físicos. Permite que máquinas e seres humanos trabalhem de maneira colaborativa, promovendo a eficiência e minimizando a ociosidade e o desperdício”.

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