Pesquisadores da IBM criam “sensor de unha” para monitorar doença de Parkinson

Uma equipe de pesquisadores da IBM criou uma espécie de “sensor de unha”, vestível, que mede como a unha da pessoa se dobra e se move a fim de monitorar problemas de saúde, como por exemplo a doença de Parkinson. É que esses movimentos sutis, ainda que não sejam notados a olho nu, podem revelar muito sobre a saúde de uma pessoa, em especial se ela tiver uma doença neurodegenerativa, ainda que em seus estágios iniciais.

No estudo, os pesquisadores descrevem o sistema vestível com modelos de aprendizado de máquina que podem fornecer insights sobre o estado de saúde da pessoa somente a partir dessas métricas. Além da doença de Parkinson, as unhas também podem revelar informações sobre a saúde cardiovascular das pessoas, bem como sobre a função cognitiva de quem sofre de esquizofrenia. E o monitoramento das unhas pode ser ideal para pacientes idosos, que podem desenvolver infecções com opções alternativas, como sensores baseados na pele, por exemplo.

Os autores do estudo contam que “o projeto começou como uma tentativa de capturar o estado de medicação de pessoas com a doença de Parkinson. A maioria das pessoas com Parkinson é mais velha, uma faixa etária com peles cada vez mais frágeis e friáveis. Então, surgiu a ideia de analisar suas unhas por meio de um equipamento vestível capaz de detectar movimentos sutis da região.

A equipe construiu um sistema de medidor de tensão fixado em um adesivo ao equipamento vestível, posicionado nas unhas dos pacientes, junto com pequenos computadores que mostravam os valores de deformação registrados pelos sensores. O aparelho se comunica com um Apple Watch Series 3, que, por sua vez, envia as informações para um iPhone via Bluetooth e, depois disso, para máquinas baseadas em nuvem. Dessa maneira, a equipe consegue analisar e treinar modelos para que eles consigam correlacionar os dados obtidos com três sintomas bem estabelecidos na doença de Parkinson: bradicinesia (lentidão do movimento), tremor e discinesia (anormalidade do movimento voluntário).

Quando manipulamos objetos com as mãos, as unhas se dobram e se movem, com esses movimentos também acontecendo quando os dedos estão apenas flexionados e estendidos. A olho nu é praticamente impossível enxergar tais movimentos, mas os sensores de tensão do dispositivo são sensíveis o suficiente para capturar essas sutilezas.

Os pesquisadores creem que o sistema possa servir como base para um futuro dispositivo vestível comercializável, que enviará os dados para um smartphone ou PC. Ainda, “esse trabalho também serviu como inspiração para um novo dispositivo modelado na estrutura da ponta do dedo que poderia, um dia, ajudar tetraplégicos a se comunicarem”.

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