Por que a computação cognitiva pode transformar todo o mercado de e-commerce?

No cenário de mercado atual, o uso de IA para a análise de dados é praticamente uma obrigação. Com a quantidade de dados gerada pelos sistemas atuais, é impossível que um operador humano consiga analisar tudo sem a ajuda da máquinas. Mas, ainda que o uso técnicas como Business Intelligence (BI), deep learning (DL) e machine learning (ML) já sejam relativamente comuns até em pequenos negócios, é um novo tipo de análise de informações que deverá definir todo o mercado de dados nos próximos anos: a computação cognitiva (CC).

A CC é a tecnologia existente mais próxima do funcionamento de um cérebro humano, sendo capaz de aprender, raciocinar, argumentar, analisar e tomar decisões tudo em tempo real. Além disso: ela é capaz de fazer algo que nenhum dos outros métodos de IA consegue: analisar a chamada “dark data” (nome que recebe a informação não-estruturada que é descartada da análise dos outros sistemas de IA por conta excesso de dados, e que segundo uma estimativa da IBM pode corresponder a quase 90% dos dados gerados por sensores e outros dispositivos de conversão de funções analógicas em respostas digitais, e cerca 80% de toda a informação digital que circula pelo mundo).

Por não ser analisada por nenhum dos métodos utilizados hoje, os experts de TI acreditam que começar a levar em conta esses dados durante a análise pode revolucionar nosso uso da tecnologia. De acordo com um relatório recente da IBM, a empresa espera que até 2020 90% de toda a informação que circula em forma digital será composta pelo chamado “dark data”, e desenvolver sistemas cognitivos que consigam dar conta dessa demanda deverá ser a diferença entre dominar o mercado ou ser dominado por ele.

Isso não quer dizer que ninguém nunca tentou o acesso a essas informações, mas as limitações dos outros métodos de análise tornavam o acesso ao “dark data” algo muito complicado. Mesmo entre os pesquisadores que conseguiram criar sistemas baseados em BI, DL ou ML para analisar esse tipo de informação viam seus algoritmos falharem caso houvesse algum imprevisto no sistema, já que a coleta e análise só conseguiam funcionar corretamente em cenários pré-programados.

Essa é a grande vantagem da computação cognitiva sobre as outras: ao imitar o funcionamento do cérebro humano, esses sistemas conseguem se adaptar sozinhos a qualquer imprevisto que ocorra durante o processo, não necessitando da intervenção de mãos humanas durante a operação.

Mas isso não quer dizer que esses sistemas venham para substituir os trabalhadores do setor. Para prevenir que a informação analisada por esses sistemas seja isenta de qualquer preconceito ou posição política, será sempre necessário existir um operador humano não apenas averiguando o trabalho da máquina, mas também decidindo como essa informação será usada, administrada e protegida.

Uma nova era do marketing

De acordo com uma pesquisa feita pela IBM entre CEOs de diversas empresas ao redor do mundo, 75% deles acreditam que as técnicas de computação cognitiva deverão mudar toda a indústria nos próximos anos, e um dos setores em que isso mais fará diferença é o marketing.

Hoje, o setor de marketing é um dos que mais usam IAs para fazer a análise das informações de clientes e do mercado, permitindo a criação de campanhas que não só irão atingir determinado público como já é possível quantificar o sucesso que eles terão antes mesmo de serem iniciadas. Mas, com o uso de CC, tudo isso poderá alcançar um outro nível.

Com a nova tecnologia, será possível extrapolar as informações fornecidas pelas mídias sociais, comunicação via e-mail e métricas de acesso de sites, permitindo o desenvolvimento de experiências que atendam exatamente todas as necessidades e os maiores desejos da audiência, além da detecção de tendências de mercado que seriam imperceptíveis à capacidade humana.

E o uso dessa tecnologia deve acontecer mais cedo do que se imagina: a mesma pesquisa da UBM também revelou que 73% dos CEOs entrevistados pretendem instalar sistemas de CC em suas empresas já em 2019. Mas, apesar desse interesse pela tecnologia, ela deverá ser uma exclusividade apenas das grandes companhias nos próximos anos.

Isso porque, para criar uma IA dessas (como, por exemplo, o Watson da IBM), foram necessárias não apenas décadas de pesquisa como também centenas de milhões de dólares em investimentos, algo que deverá tirar da jogada todos aqueles que não são considerados os “grandes players” do mercado e tecnologia.

Apesar disso, qualquer empresa que tiver a oportunidade de utilizar um sistema desses não deve ter receio de arriscar: mais do que apenas um incremento no lucro, o uso desses sistemas deverá impactar positivamente todo o sistema de comércio da companhia, e ser o principal responsável por uma completa transformação em todo o modo de trabalho do setor.

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