Um drone pode ser a solução para as colisões entre pássaros e aviões

A batalha nos céus entre aves e aviões é um problema que existe desde que o homem decidiu criar um meio de transporte com asas. Em 1905, Oliver Wright, um dos pais da aviação, registrou uma colisão do tipo do seu diário de bordo.

A partir daí, sobram números para comprovar o problema. Segundo a Administração Federal de Aviação dos EUA, mais de 138 mil acidentes envolvendo pássaros e aeronaves foram registrados no país entre 1990 e 2013. Em 2015, ocorreram no Brasil 1.733 colisões com aviões e helicópteros, um crescimento de 20% em relação aos últimos cinco anos. Em 2016, no Reino Unido, aconteceram 1.835 impactos.

Além da morte dos animais, esses acidentes também matam humanos, embora em uma escala bem menor. Entre 1990 e 2008, 15 pessoas morreram em acidentes do tipo nos EUA.

Os choques também exigem uma inspeção minuciosa nas aeronaves para avaliar danos, fora o atraso nos aeroportos e o cancelamento de voos. Por isso, o prejuízo global com o problema chega a US$ 1,2 bilhão por ano.

A solução para tudo isso pode estar no uso da tecnologia. Se o uso de aves de rapina (que espantam outras espécies de aves) é uma tática comum usada por aeroportos, no futuro há boas chances de elas serem substituídas por drones.

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Desvendando as aves

Um grupo de cientistas desenvolveu um algoritmo que transforma os robôs em verdadeiros guias, como cães pastores controlando ovelhas. Sua função é se aproximar de um grande grupo de aves com potencial para atingir um avião e obrigá-los a mudar de rota, evitando as colisões.

A pesquisa foi coordenada por Soon-Jo Chung, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e publicada no periódico IEEE Transactions on Robotics. Para desenvolver o algoritmo, o time de engenheiros estudou o comportamento individual das aves e como os bandos funcionam diante de uma ameaça.

Após o estudo inicial, eles observaram que pássaros coordenam a velocidade e a direção só com os colegas mais próximos, ou seja, não há um sistema de comunicação central. Segundo a pesquisa, o tempo de reação diante de uma ameaça varia de espécie para espécie, mas eles perceberam que, quando o perigo se aproximava demais, toda a organização da revoada se desfazia, e os pássaros se dispersavam.

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O poder da matemática

O caos da dispersão causa uma grande imprevisibilidade e, consequentemente, um risco maior para os aviões. Para evitar que isso acontecesse, Chung e o restante da equipe desenvolveram um método para que a aproximação do drone seja suficiente para mudar a trajetória das aves, mas não para assustá-las.

Na fase final de testes, a equipe foi até a Coreia do Sul testar o programa em um robô de verdade, e com pássaros de verdade. Veja o resultado neste vídeo:

 

As aves agradecem

Em entrevista ao portal Daily Beast, Chung revelou que a inspiração para o trabalho foi o incidente de 2009 que ficou conhecido como “milagre do rio Hudson”: um avião, após o choque com um pássaro, pousou nas águas de Nova York sem nenhuma vítima. O caso virou até filme, com Tom Hanks no papel do piloto Chester Sully.

“Os algoritmos estão prontos para serem implantados nos aeroportos”, disse o pesquisador. A proposta é que o novo método substitua as atuais proteções que os aeroportos têm contra o problema, como as aves de rapina, atiradores e até drones controlados por humanos, o que demandaria um trabalho 24 horas por dia.

Se isso acontecer, esperamos que as famílias de pássaros possam dormir mais sossegadas:
















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