Youtuber admite que partes do vídeo “Glitterbomb” com Apple Homepod eram falsas

Um vídeo que viralizou na ultima semana mostrava uma bomba de glitter, explodindo em supostos ladrões que achavam estar roubando um Apple Homepod — uma característica comum aos vídeos de “reações” que tornaram-se a última tendência no YouTube. O autor do vídeo, o ex-engenheiro da NASA, Mark Rober, no entanto, admitiu que certos aspectos do material eram falsos.

Segundo diversos usuários que questionaram a reação estranha de alguns dos “ladrões”, além de pessoas mais atentas notarem detalhes inconclusivos, como a mesma van, com placas similares, ter sido usada em mais de um roubo. Esses e outros detalhes levaram a questionamentos quanto à edição praticada por Rober no vídeo final, que já acumula quase 48,5 milhões de visualizações e cerca de 1,5 milhão de curtidas até a escrita de nossa nota.

Respondendo aos fãs, Rober disse que ele próprio ofereceu a caixa contendo o dispositivo a pessoas que se dispusessem a colocá-la em suas portas e soleiras, com a oferta adicional de compensação financeira para os casos onde a reação de “roubo” ocorresse até o fim, ou seja, até a explosão do aparato. Um “amigo de um amigo” se ofereceu para ajudar. O youtuber ainda confirmou que duas das cinco reações eram de fato suspeitas e as removeu do vídeo, mas ele insiste que as reações de quando as caixas foram roubadas de sua porta eram genuínas.

“Estou especialmente chateado porque tanto empenho, dinheiro e trabalho foram colocados na construção do dispositivo e eu espero que isso não manche toda essa dedicação como ‘fake’”, diz o youtuber na descrição do vídeo. “Ele [o aparato explosivo] funciona de verdade (como todas as outras coisas que construí no meu canal) e nós fizemos todo o código e todas as informações de forma pública”. Em seguida, ele pediu desculpas por postar em seu canal (primariamente constituído da criação de gadgets como uma arma de fogo disfarçada de carta de baralho) um conteúdo que fosse “desinformativo”.

O YouTube não se manifestou sobre o caso, então não há como determinar se a plataforma tomará algum tipo de ação contra o vídeo em questão.

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